Saúde 25 de janeiro, 2018 Por Ligia Lotério

Alguns cânceres de pele não têm nada a ver com o sol: veja como surgem e seu sinais

Saiba como identificar se você possui alguma marca no corpo que merece avaliação médica

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Saiba como identificar se você possui alguma marca no corpo que merece avaliação médica

Câncer de pele é um tumor considerado importante devido à sua alta incidência na população. No entanto, apesar de a maior parte dos casos ter relação com exposição solar desprotegida, é possível desenvolvê-lo por outras razões.

A seguir, veja quais os tipos de  câncer de pele sem ligação com o sol:

Câncer de pele sem ligação com o sol

Como surgem?

Segundo a dermatologista Rossana Vasconcelos, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, os tumores de pele têm alta relação com a exposição solar desprotegida. Ainda assim, é possível desenvolver alguns deles apenas por fatores genéticos ou deficiências imunológicas (de nascença ou adquiridas).

Os principais tipos de câncer que correspondem a esse perfil são:

Melanoma acral

Segundo a dermatologista, o melanoma acral é um tipo de câncer de pele não causado pelo sol que costuma afetar as extremidades do corpo. Sendo assim, gera manchas, linhas e pintas embaixo das unhas ou na sola dos pés.

Carcinoma de células de Merkel

Este tumor se forma pelo crescimento anormal das células de Merkel, responsáveis pela captação e transformação de estímulos exteriores em energia.

Na maior parte das vezes, apresenta-se por nódulos ou edemas firmes que podem crescer rapidamente, por exemplo.

Câncer de pele sem ligação com o sol
Câncer de pele. (Crédito: freepik/freepik)

Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular tem origem nas células escamosas da pele e costuma se manifestar como uma ferida que não se cicatriza. Além disso, pode ter relação com o HPV ou arsênico.

Dermatofibrosarcoma

Tumor de pele que se apresenta por pequenos nódulos e protuberâncias de evolução progressiva.

Leiomiossarcoma

Tumor que afeta o músculo liso, o leiomiossarcoma surge por uma protuberância que pode ser dolorida.

Linfoma cutâneo

Esse tipo de câncer de pele se origina nos linfócitos e afeta primeiramente a pele. Ele costuma se exteriorizar em placas avermelhadas que descamam e coçam. Isso faz com que muita gente o confunda com alergias.

Lipossarcoma

Afeta o tecido adiposo e causa uma massa de crescimento lento e indolor.

Neurofibrosarcoma

Câncer derivado da bainha neural, que é o revestimento dos nervos, cuja manifestação inclui nódulos palpáveis na pele.

Sintomas de câncer de pele

A suspeita ocorre principalmente em lesões que se encaixam na regra do ABCD, que indica características de câncer, tais como assimetria, borda irregular, cor variada e diâmetro crescente.

O câncer de pele ainda pode surgir por nódulos, protuberâncias, placas e feridas que não cicatrizam, coçam, sangram, criam “casquinha” ou viram úlceras. Além disso, pintas que começam a desaparecer são outro fator que merece uma visita ao consultório dermatológico.

Médica analisando pele. (Crédito: freepik/freepik)

Tratamento

Para evitar metástase, que é a migração do câncer para outra parte do corpo, quaisquer anormalidades devem ser avaliadas precocemente.

Caso o câncer seja confirmado, o tratamento inclui a remoção da lesão com um quadrante de segurança e protocolos como quimioterapia, radioterapia, fototerapia, entre outros.

Prevenção

Apesar de existirem cânceres que não são influenciados pelo sol, evitar a exposição desprotegida ainda é de vital importância, já que reduz a chance de desenvolver os tumores mais comuns.

Outra medida importante é fazer consultas dermatológicas anuais para criar parâmetros das lesões já existentes e analisar as novas, por exemplo.

Doenças na pele

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